ALTERAÇÕES COGNITIVAS E EMOCIONAIS
A depressão e o Alzheimer
É sabido que o idoso com problemas de demência ou depressão pode apresentar comportamentos como:
• Chamar pelo cuidador várias vezes;
• Ser teimoso, não obedecendo ordens.;
• Ficar inativo e ou agressivo;
• Ter insônia;
• Não ter controle dos esfíncteres (fazer cocô e xixi fora do banheiro);
• Ter coordenação motora inadequada (derrubar objetos, comida, etc.);
• Perda de memória;
• Perda de orientação espacial.

Em conseqüência disso, o cuidador também pode sofrer com isso e apresentar:
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Tristeza: por vivenciar as perdas do paciente;
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Raiva: diante das suas recusas;
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Ansiedade: por espera de progresso do paciente, para sair da rotina do dia a dia da doença;
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Culpa: por ter pensamento e atitudes, às vezes, negativas;
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Cansaço;
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Insônia;
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Perda de autocontrole;
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Impotência;
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Depressão.
O que fazer nestas situações?
Mantenha o idoso ocupado. Aí você deve estar se perguntando como podemos fazer isso, não é!?
Conforme o manual dos Cuidadores dos Idosos, podemos estimular o idoso das seguintes formas:
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Assistir à TV.
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Ler jornais, ver notícias (caso não possa convencê-lo, faça por ele).
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Oferecer-lhe revistas.
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Ouvir música.
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Se possível caminhar, tomar banho de sol e fazer alguns exercícios (incluir a fisioterapia) dentro de seus limites.
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Incentivá-lo a rezar (se o paciente for religioso).
Além disso, você também pode ajudar assim:
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Não responda pelo idoso aos questionamentos feitos diretos a ele (seja pelo familiar, médico, fisioterapeuta, nutricionista, etc). Responda apenas o que lhe for perguntado ou o que o idoso lhe solicitar.
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Não faça pelo idoso o que ele mesmo pode fazer.
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Saia de perto quando estiver perdendo o autocontrole e solicite ajuda de outro cuidador da família ou voluntário quando julgar necessário.
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Sempre que possível, reveze com alguém para você descansar.
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Procure se informar a respeito da evolução da doença do idoso.
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Procure recursos de apoio existentes na comunidade.
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Converse com pessoas que também convivam com idosos doentes (o compartilhamento de experiências é muito proveitoso).
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Tente manter as atividades possíveis que o paciente executava como: dobrar roupas, vestir-se, alimentar-se sozinho e etc.
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Cuidado com gestos ou palavras ofensivas; o idoso pode ser atento.
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Reveze entre os membros da família e amigos, horários para conversar com o paciente com muito carinho, atenção e ternura.
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Estimule o paciente a realizar algumas das atividades que ele aprende durante a fisioterapia.
Muitas vezes, as condutas acima podem não resolver completamente o problema, mas certamente atenuam o desgaste que ocorre de forma muito frequente no cuidado ao idoso com problemas emocionais. Além disso, essas dicas facilitam no dia a dia do contato do paciente com os familiares, amigos e prestadores de serviços.